O criador dos Bailarinos Elementais (Element Ballet), e outras séries de pinturas e esculturas que ficaram conhecidas a partir da feira turística de copacabana, antes formou-se e fez carreira como administrador, como que por um acidente de percurso. Depois de 11 anos vieram as demissões em massa para a privatização, e então voltar à veia artística foi uma tendência natural. Até porque já havia trabalhado como desenhista profissional, artefinalista e montador de fotolitos no ramo gráfico.
Quando enfim aceitou o convite para expor em copacabana dava aulas de desenho e pintura, e entregava a sua produção para uma cadeia de lojas. Já havia uma competitividade muito grande, mas o esforço de repor os trabalhos vendidos na feira foi um grande laboratório. Neste período de 7 anos nasceram as suas principais séries, desenvolveu técnicas autênticas, fez as primeiras esculturas e, sobretudo, amadureceu conceitos e definiu uma identidade artística que não era antes clara. Em seguida pintou murais, e depois foi convidado para pintar cenários e pintar ao vivo, durante espetáculos de balé contemporâneo. Por último começou a publicar trabalhos literários, e iniciou a criação e desenvolvimento de web sites, vídeos e animações, levando para a rede os seus conhecimentos sobre imagem e argumento.
À margem da necessidade de trabalhar, o chão de tudo é a arte como linguagem subjetiva universal, fator de processos de identificação e de transformação (mais que simples entretenimento), um papel a ser exercido, uma contribuição para a vida, herdeiro que é deste caminho já percorrido antes por seus antepassados, incluindo-se o primeiro homem bala do brasil, o artista circense antônio oliveira, seu bisavô paterno. Nesse caminho se aprende a ler nas estrelas:
A Arte é um Caminho Sem Fim...
E Sem Volta.
Clique sobre o texto para sair.